segunda-feira, 10 de dezembro de 2012



AS MULTIFACES DO FAZER PEDAGÓGICO

Traçar o perfil do pedagogo contemporâneo, diante das multifaces da pedagogia, tem sido o grande desafio de muitos teóricos, que se dedicam a estudar essa ciência. Estes procuram explicitar em que espaço esse profissional pode estar atuando, e como as diretrizes curriculares do curso admitem a diversidade que o currículo expressa, principalmente porque etimologicamente a prática pedagógica inicia-se no campo  educacional.
Diante disso, é pertinente levantar as seguintes indagações: Estaria esse ciência em crise de identidade? Seria justificável afirmar que a abrangência de fazeres da pedagogia é uma exigência do mercado de trabalho atual? E o que dizem as diretrizes do próprio curso sobre essa roupagem hodierna? Antes de responder a essas questões é importante mencionar sobre a linha histórico/temporal que marca o nascimento da pedagogia
A palavra Pedagogia tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé (condução). No decurso da história do Ocidente, a Pedagogia firmou-se como correlato da educação. Entretanto, a prática educativa é um fato social, cuja origem está ligada à da própria humanidade. A compreensão do fenômeno educativo e sua intervenção intencional fez surgir um saber específico que modernamente associa-se ao termo pedagogia.
Assim, a indissociabilidade entre a prática educativa e a sua teorização elevou o saber pedagógico ao nível científico. Com este caráter, o pedagogo passa a ser, de fato e de direito, investido de uma função reflexiva, investigativa e, portanto, científica do processo educativo.
Autoridade que não pode ser delegada a outro profissional, pois o seu campo de estudos possui uma identidade e uma problemática próprias. A história levou séculos para conferir o status de cientificidade à atividade dos pedagogos apesar de a problemática pedagógica estar presente em todas as etapas históricas a partir da Antiguidade.
 O termo pedagogo, como é patente, surgiu na Grécia Clássica, da palavra παιδαγωγός cujo significado etimológico é preceptor, mestre, guia, aquele que conduz; era o escravo que conduzia os meninos até o paedagogium . No entanto, o termo pedagogia, designante de um fazer escravo na Hélade, somente generalizou-se na acepção de elaboração consciente do processo educativo a partir do século XVIII, na Europa Ocidental.
Atualmente, denomina-se pedagogo o profissional cuja formação é a Pedagogia, que no Brasil é uma graduação e que, por parte do MEC - Ministério da Educação e Cultura, é um curso que cuida dos assuntos relacionados à educação por excelência,  portanto trata- e de uma Licenciatura, cuja grade horário-curricular atual estipulada pelo MEC confere ao pedagogo, de uma só vez, as habilitações em educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos, coordenação educacional, gestão escolar, orientação pedagógica, pedagogia social e supervisão educacional, sendo que o pedagogo também pode, em falta de professores, lecionar as disciplinas que fazem parte do Ensino Fundamental e Médio, além se dedicar à área técnica e científica da Educação, como por exemplo, prestar assessoria educacional.
 Devido a sua abrangência, a Pedagogia engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos: disciplinas filosóficas, disciplinas científicas e disciplinas técnico-pedagógicas.
Ao observar o texto que menciona as diferentes atuações do pedagogo observamos que as fronteira do conhecimento para esse profissional foram alargadas. Portanto sua atuação não ficou presa ao seu contexto histórico, é por isso que  Delores (2000) afirma que “O processo de aprendizagem do conhecimento nunca está acabado, e pode enriquecer-se com qualquer experiencia. Nesse sentido, liga-se cada vez a experiencia do trabalho [...]”.
Na pedagogia empresarial o pedagogo “ é aquele profissional responsável pelas situações de ensino –aprendizagem desenvolvidas nas diferentes organizações, sejam vinculados ao setor público ou privado, empreendendo atividades de naturaza formativa/educativa, no sentido de contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional do trabalhador.
Ele ainda é responsável pela busca de estratégias para assegurar a aprendizagem, a produção de conhecimentos, tendo como principal meta [...] provocar mudanças no comportamento das pessoas de modo que estas melhorem tanto a quelidade do seu desenpenho pesssssoal quanto profissional.
Nesse caso, acompanhando as inovações tecnológicas as mudanças socioeconomiocas urge a necessidade de se abrir caminhos para se efetivar a prática pedagógica dentro das empresesa, pois as mesmas têm percebido que esse profissional da educação constitui-se como mediador e o articulador de ações educacionais na administração de informações dentro do processo contínuo de mudanças e de gestão do conhecimento.
Nessa perspectiva, os processos de mudanças vivenciados pela sociedade atual exigem novas posturas e novos valores organizacionais, características fundamentais para empresas que pretendem manter-se ativas e competitivas no mercado.
Fundamentando essa assertiva trazemos a contribuição da Carta Magna brasileira de 1988, mais precisamente no título VIII. Da ordem Social, Capítulo III- Da educação da Cultura e do Desporto, Seção I, artigo 205:

A educação é direito e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho



PEDAGOGIA HOSPITALAR E SUAS BASES LEGAIS
  
    Conforme o exposto na Lei Maior que rege o nosso país, a Constituição Federal de 1988, mais precisamente no título VIII Da Ordem Social, Capítulo III – Da educação, da Cultura e do Desporto, Seção I, artigo 205:

A educação é direito e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”

A atuação do pedagogo no ambiente hospitalar, deve ser reforçada pala capacitação permanente, para que sejam realizadas ações educativas integradas de forma coerente e cooperativa, que busquem beneficiar o escolar hospitalizado passível de reagir a estímulos e motivação conduzindo-o a participar no processo de convívio no ambiente hospitalar e em sua cura.
A partir do que determina a Constituição Federal em conjunto com LDB, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, podemos entender, portanto que o direito a educação é de todos e para todos, em quaisquer circunstancias que esteja e necessite. Em suma, a classe hospitalar está inserida na LDB 93.94/96 como educação especial inclusiva, ou seja os deficientes mentais, auditivos, físicos e os que apresentam dificuldades cognitivas, e nessa perspectiva a lei ratifica dizendo, “ a Educação é um direito de todos.



REFERÊNCIAS

PEDAGOGIA, origem. Wikipédia. A enciclopédia livre, 2010.  Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia> acesso em: 30 abr. 2010

O OLHAR PSICOPEDAGÓGICO NA INSTITUIÇÃO ESCOLA


 
 
O estágio supervisionado em psicopedagogia institucional marca definitivamente a construção de um olhar mais sensível às questões adversas vivenciadas dentro do ambiente escolar. Acreditamos que vai muito além desse espaço, pois ao montarmos as estratégias para atuarmos especificamente na escola, acabamos percebendo que não só o educador ou o aluno deve ser auxiliado em seus conflitos e angustias, mas sim todo um contexto que supera o espaço construtor do saber.
          E nessa perspectiva incluímos a família e comunidade, as quais são agentes de mudança de elaborações ideológica que fincarão de forma positiva ou negativa a aprendizagem dos atores envolvidos nesse processo.
        Portanto objetivamos com esse trabalho fortalecer as relações entre família, escola a fim de auxiliarmos na construção de sujeitos capazes construírem sua própria história, intervindo em uma sociedade que já não põe credibilidade em uma educação que pode tornar o educando autônomo.
       Logo a psicopedagogia institucional amostra-se relevante na medida em que atinge todos esses contextos, ou seja, família, escola e sociedade, visando o fortalecimento do afetivo cognitivo e psicomotor.

 

INFORME PSICOPEDAGÓGICO

CAMPO DE ATUAÇÃO: Uma escola da rede estadual de ensino em Teresina-PI
PRÍODO: 22/10/2012 a 19/11/2012

 
1) QUEIXA (SINTOMAS)
Baixo rendimento escolar dos alunos do 6º ano do ensino fundamental e a falta de interação positiva entre professores e alunos, além disso, há a desvalorização do profissional da educação. Mediante a essas adversidades foram executadas, algumas atividades elencadas no tópico 2, com a intenção de direcionar melhor o plano diagnóstico.

2) INSTRUMENTOS/ TECNICAS DE DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
22/10/2012 entrevistas com equipe pedagógica e análise de documentos, (Plano Político Pedagógico-PPP, Regimento Interno).
29/10/2012 Dinâmica da árvore aplicada com os alunos do 6º ano do ensino fundamental roda de conversa com os mesmos.
05/11/2012 Grupo de discussão e aplicação de um questionário com os professores cuja temática ressaltava sobre a importância do fortalecimento dos vínculos afetivos. 12/11/2012 Interação com a equipe docente.
19/11/2012 Conversa com os pais e discussão sobre o vídeo: as crianças aprendem o que vivenciam buscando o fortalecimento dos vínculos afetivos e minimizar os problemas comportamentais dos educandos.
 
3) ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS
Diante das atividades desenvolvidas na instituição é possível elencar, que os problemas vivenciados na escola giram em torno das dificuldades relacionais e afetivas entre docentes, discentes, gestores, pais e filhos, pois os problemas no processo interativo, segundo Galvão (2008, p. 106) criam “atitudes de oposição sistemática”, principalemnte entre professor e aluno, o que afeta negativamanete o processo de ensino-aprendizagem. Essa realidade pode ser um fator oriundo da própria vivênciam que esses sujeitos internalizam em sua comunidade.

4) HIPÓTESSE DIAGNÓSTICA
Com esse olhar, foi possível fazer o levantamento das seguintes hipóteses
A) Dificuldades relacionais ou afetivas entre professores, pais e alunos.
B )pouca autonomia dos alunos em relação  ao estudo  das disciplinas escolares.
C) Baixa valorização profissional.
5) PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
Face às considerações feitas anteriormente acreditamos que para minimizar as adversidades dentro do ambiente escolar é relevante fomentar a interação entre docentes, discentes e familiares afim de não haver uma perda irreparável no processo de construção da autonomia dos atores envolvidos no ato de aprender. Para tanto, sugerimos algumas atividades para serem desenvolvias:
A)    Trabalhar com os alunos do quinto a preparação para as séries que exigirão dos mesmos mais autonomia no saber. Para que isso ocorra com êxito é importante que os docentes repensem a interdisciplinaridade, para que o conhecimento que foi construído em séries anteriores não se perca na práxis dos professores de área. 
B)  Criar uma assembleia de alunos mediada por um professor para que as angústias e inseguranças dos discentes sejam ouvidas. Isso fará com que os alunos se sintam responsáveis legítimos pela mudança no processo de ensino e aprendizagem

C)    Para os educadores é fundamental elaborar um momento lúdico e uma terapia grupal, em que os mesmos despejarão suas queixas na tentativa de minimizar suas dificuldades dentro do ambiente escolar. O nome dos grupos poderia ser: (GD Papo Aberto)
JUSTIFICATIVA PARA A EXECUÇÃO DO PROJETO
Acreditamos que a aplicabilidade do projeto GD PAPO ABERTO é importante para a instituição a partir do momento em que o mesmo estará atuando no resgate da de um fazer pedagógico mais consistente que priorize os dois corpos envolvidos no processo de aprender (professor e aluno) Isso diminuirá os conflitos existentes em sala de aula, pois educares e educandos estarão abertamente colocando seus olhares de forma mais rebuscada e refinada em relação ao cotidiano escolar. Além disso, é importante elencar que esse projeto fará da Instituição escola um espaço democrático, desmistificando qualquer ato de autoritarismo, pois a troca de experiência entre professores e alunos mostrará que ambos aprendem dentro de uma perspectiva horizontal.
  
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
Assim podemos dizer que o olhar psicopedagógico, especificamente na instituição escola nos proporcionou visualizar de forma mais crítica e sensível os problemas no cotidiano da comunidade educacional. Logo acreditamos que a presença do psicopedagogo e a cooperação de todo corpo docente é sem dúvida relevante para que educandos e educadores encontrem os caminhos para uma aprendizagem com significado, percebendo que essa realidade é uma via de mão dupla em que a troca de experiência, o respeito e o afeto devem sempre andar juntos.