Espaço psicopedagógico intervir
O conhecimento não é uma substância ou um conteúdo fechado em si mesmo; ele se manifesta através das relações vividas no contexto intra e extra-escolar.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
AS MULTIFACES DO FAZER
PEDAGÓGICO
Diante disso, é pertinente levantar as seguintes indagações: Estaria esse
ciência em crise de identidade? Seria justificável afirmar que a abrangência de
fazeres da pedagogia é uma exigência do mercado de trabalho atual? E o que
dizem as diretrizes do próprio curso sobre essa roupagem hodierna? Antes de
responder a essas questões é importante mencionar sobre a linha
histórico/temporal que marca o nascimento da pedagogia
A palavra Pedagogia
tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé
(condução). No decurso da história do Ocidente, a Pedagogia firmou-se como
correlato da educação. Entretanto, a prática educativa é um fato social, cuja
origem está ligada à da própria humanidade. A compreensão do fenômeno educativo
e sua intervenção intencional fez surgir um saber específico que modernamente
associa-se ao termo pedagogia.
Assim, a
indissociabilidade entre a prática educativa e a sua teorização elevou o saber
pedagógico ao nível científico. Com este caráter, o pedagogo passa a ser, de
fato e de direito, investido de uma função reflexiva, investigativa e,
portanto, científica do processo educativo.
Autoridade que não
pode ser delegada a outro profissional, pois o seu campo de estudos possui uma
identidade e uma problemática próprias. A história levou séculos para conferir
o status de cientificidade à atividade dos pedagogos apesar de a problemática
pedagógica estar presente em todas as etapas históricas a partir da
Antiguidade.
O termo pedagogo, como é patente, surgiu na
Grécia Clássica, da palavra παιδαγωγός cujo significado etimológico é
preceptor, mestre, guia, aquele que conduz; era o escravo que conduzia os
meninos até o paedagogium . No entanto, o termo pedagogia, designante de
um fazer escravo na Hélade, somente generalizou-se na acepção de elaboração
consciente do processo educativo a partir do século XVIII, na Europa Ocidental.
Atualmente,
denomina-se pedagogo
o profissional cuja formação é a Pedagogia, que no Brasil é uma graduação
e que, por parte do MEC - Ministério da Educação e Cultura, é um curso que
cuida dos assuntos relacionados à educação por excelência, portanto trata- e de uma Licenciatura,
cuja grade horário-curricular atual estipulada pelo MEC confere ao pedagogo, de
uma só vez, as habilitações em educação infantil, ensino fundamental, educação
de jovens e adultos, coordenação educacional, gestão escolar, orientação
pedagógica, pedagogia social e supervisão educacional, sendo que o pedagogo
também pode, em falta de professores, lecionar as disciplinas que fazem parte
do Ensino Fundamental e Médio, além se dedicar à área técnica e científica da
Educação, como por exemplo, prestar assessoria educacional.
Devido a sua abrangência, a Pedagogia engloba
diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos:
disciplinas filosóficas, disciplinas científicas e disciplinas
técnico-pedagógicas.
Ao
observar o texto que menciona as diferentes atuações do pedagogo observamos que
as fronteira do conhecimento para esse profissional foram alargadas. Portanto sua
atuação não ficou presa ao seu contexto histórico, é por isso que Delores (2000) afirma que “O processo de
aprendizagem do conhecimento nunca está acabado, e pode enriquecer-se com
qualquer experiencia. Nesse sentido, liga-se cada vez a experiencia do trabalho
[...]”.
Na
pedagogia empresarial o pedagogo “ é aquele profissional responsável pelas
situações de ensino –aprendizagem desenvolvidas nas diferentes organizações,
sejam vinculados ao setor público ou privado, empreendendo atividades de
naturaza formativa/educativa, no sentido de contribuir com o desenvolvimento
pessoal e profissional do trabalhador.
Ele
ainda é responsável pela busca de estratégias para assegurar a aprendizagem, a
produção de conhecimentos, tendo como principal meta [...] provocar mudanças no
comportamento das pessoas de modo que estas melhorem tanto a quelidade do seu
desenpenho pesssssoal quanto profissional.
Nesse
caso, acompanhando as inovações tecnológicas as mudanças socioeconomiocas urge
a necessidade de se abrir caminhos para se efetivar a prática pedagógica dentro
das empresesa, pois as mesmas têm percebido que esse profissional da educação
constitui-se como mediador e o articulador de ações educacionais na
administração de informações dentro do processo contínuo de mudanças e de
gestão do conhecimento.
Nessa perspectiva, os processos de mudanças vivenciados pela
sociedade atual exigem novas posturas e novos valores organizacionais,
características fundamentais para empresas que pretendem manter-se ativas e
competitivas no mercado.
Fundamentando essa assertiva trazemos a contribuição da Carta
Magna brasileira de 1988, mais precisamente no título VIII. Da ordem Social,
Capítulo III- Da educação da Cultura e do Desporto, Seção I, artigo 205:
A educação é direito e dever do Estado
e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade
visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho
PEDAGOGIA HOSPITALAR E SUAS
BASES LEGAIS
A educação é direito e dever do Estado
e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade
visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho”
A atuação do pedagogo no ambiente hospitalar, deve ser reforçada pala
capacitação permanente, para que sejam realizadas ações educativas integradas
de forma coerente e cooperativa, que busquem beneficiar o escolar hospitalizado
passível de reagir a estímulos e motivação conduzindo-o a participar no
processo de convívio no ambiente hospitalar e em sua cura.
A partir do que determina a Constituição Federal em conjunto com LDB, Lei
de Diretrizes e Bases da Educação, podemos entender, portanto que o direito a
educação é de todos e para todos, em quaisquer circunstancias que esteja e
necessite. Em suma, a classe hospitalar está inserida na LDB 93.94/96 como
educação especial inclusiva, ou seja os deficientes mentais, auditivos, físicos
e os que apresentam dificuldades cognitivas, e nessa perspectiva a lei ratifica
dizendo, “ a Educação é um direito de todos.
REFERÊNCIAS
PEDAGOGIA, origem. Wikipédia. A enciclopédia livre, 2010. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia>
acesso em: 30 abr. 2010
O OLHAR PSICOPEDAGÓGICO NA INSTITUIÇÃO ESCOLA
O estágio
supervisionado em psicopedagogia institucional marca definitivamente a
construção de um olhar mais sensível às questões adversas vivenciadas dentro do
ambiente escolar. Acreditamos que vai muito além desse espaço, pois ao
montarmos as estratégias para atuarmos especificamente na escola, acabamos
percebendo que não só o educador ou o aluno deve ser auxiliado em seus
conflitos e angustias, mas sim todo um contexto que supera o espaço construtor
do saber.
E nessa perspectiva
incluímos a família e comunidade, as quais são agentes de mudança de
elaborações ideológica que fincarão de forma positiva ou negativa a
aprendizagem dos atores envolvidos nesse processo.
Portanto objetivamos
com esse trabalho fortalecer as relações entre família, escola a fim de
auxiliarmos na construção de sujeitos capazes construírem sua própria história,
intervindo em uma sociedade que já não põe credibilidade em uma educação que
pode tornar o educando autônomo.
Logo a psicopedagogia
institucional amostra-se relevante na medida em que atinge todos esses
contextos, ou seja, família, escola e sociedade, visando o fortalecimento do
afetivo cognitivo e psicomotor.
INFORME PSICOPEDAGÓGICO
CAMPO DE
ATUAÇÃO:
Uma escola da rede estadual de ensino em Teresina-PI
PRÍODO: 22/10/2012 a 19/11/2012
1) QUEIXA (SINTOMAS)
Baixo
rendimento escolar dos alunos do 6º ano do ensino fundamental e a falta de
interação positiva entre professores e alunos, além disso, há a desvalorização
do profissional da educação. Mediante a essas adversidades foram executadas, algumas
atividades elencadas no tópico 2, com a intenção de direcionar melhor o plano
diagnóstico.
2) INSTRUMENTOS/
TECNICAS DE DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
22/10/2012 entrevistas com
equipe pedagógica e análise de documentos, (Plano Político Pedagógico-PPP,
Regimento Interno). 29/10/2012 Dinâmica da árvore aplicada com os alunos do 6º ano do ensino fundamental roda de conversa com os mesmos.
05/11/2012 Grupo de discussão e aplicação de um questionário com os professores cuja temática ressaltava sobre a importância do fortalecimento dos vínculos afetivos. 12/11/2012 Interação com a equipe docente.
19/11/2012 Conversa com os pais e discussão sobre o vídeo: as crianças aprendem o que vivenciam buscando o fortalecimento dos vínculos afetivos e minimizar os problemas comportamentais dos educandos.
3) ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS
Diante
das atividades desenvolvidas na instituição é possível elencar, que os
problemas vivenciados na escola giram em torno das dificuldades relacionais e
afetivas entre docentes, discentes, gestores, pais e filhos, pois os problemas no processo interativo, segundo Galvão (2008, p. 106) criam “atitudes de oposição
sistemática”, principalemnte entre professor e aluno, o que afeta
negativamanete o processo de ensino-aprendizagem. Essa realidade pode ser um
fator oriundo da própria vivênciam que esses sujeitos internalizam em sua
comunidade.
4) HIPÓTESSE DIAGNÓSTICA
Com esse olhar, foi possível fazer o
levantamento das seguintes hipóteses
A) Dificuldades
relacionais ou afetivas entre professores, pais e alunos.
B )pouca
autonomia dos alunos em relação ao
estudo das disciplinas escolares.
C) Baixa
valorização profissional.
5) PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
Face às considerações
feitas anteriormente acreditamos que para minimizar as adversidades dentro do
ambiente escolar é relevante fomentar a interação entre docentes, discentes e
familiares afim de não haver uma perda irreparável no processo de construção da
autonomia dos atores envolvidos no ato de aprender. Para tanto, sugerimos
algumas atividades para serem desenvolvias:
A)
Trabalhar com os alunos do quinto a
preparação para as séries que exigirão dos mesmos mais autonomia no saber. Para
que isso ocorra com êxito é importante que os docentes repensem a
interdisciplinaridade, para que o conhecimento que foi construído em séries
anteriores não se perca na práxis dos professores de área.
B) Criar uma assembleia de alunos mediada
por um professor para que as angústias e inseguranças dos discentes sejam
ouvidas. Isso fará com que os alunos se sintam responsáveis legítimos pela
mudança no processo de ensino e aprendizagem
C) Para
os educadores é fundamental elaborar um momento lúdico e uma terapia grupal, em
que os mesmos despejarão suas queixas na tentativa de minimizar suas
dificuldades dentro do ambiente escolar. O nome dos grupos poderia ser: (GD Papo Aberto)
JUSTIFICATIVA PARA A EXECUÇÃO DO PROJETO
Acreditamos que a aplicabilidade do projeto GD PAPO ABERTO é importante para a instituição a partir do momento
em que o mesmo estará atuando no resgate da de um fazer pedagógico mais
consistente que priorize os dois corpos envolvidos no processo de aprender
(professor e aluno) Isso diminuirá os conflitos existentes em sala de aula, pois educares e
educandos estarão abertamente colocando seus olhares de forma mais rebuscada e
refinada em relação ao cotidiano escolar. Além disso, é importante elencar que esse projeto fará da Instituição
escola um espaço democrático, desmistificando qualquer ato de autoritarismo,
pois a troca de experiência entre professores e alunos mostrará que ambos
aprendem dentro de uma perspectiva horizontal.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Assim podemos dizer que
o olhar psicopedagógico, especificamente na instituição escola nos proporcionou
visualizar de forma mais crítica e sensível os problemas no cotidiano da
comunidade educacional. Logo acreditamos que a presença do psicopedagogo e a
cooperação de todo corpo docente é sem dúvida relevante para que educandos e
educadores encontrem os caminhos para uma aprendizagem com significado,
percebendo que essa realidade é uma via de mão dupla em que a troca de
experiência, o respeito e o afeto devem sempre andar juntos.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
DIFICULDADES NO PROCESSO INTERATIVO: UM SINTOMA FREQUENTE
DIFICULDADES NO PROCESSO INTERATIVO: UM SINTOMA FREQUENTE
Mas para que haja uma resposta consistente que nos leve a visualizar melhor a essa realidade é fundamental
refinar o olhar psicopedagógico, buscando entender que o educando é um sujeito
ativo capaz de escrever sua própria
história um ser integral, ou seja, afetivo, cognitivo e psicomotor.
Por isso é importante ressaltar que a aprendizagem não se restringe
somente ao espaço escolar. Tudo que aluno internaliza, seja dentro ou fora da
escola deve ser levado em conta, pois toda a construção do sujeito que aprende
é resultado, principalmente dos vínculos estabelecidos em seu contexto
extraescolar.
Logo, o professor deve perceber
que as potencialidades do educando se constroem inicialmente através do contato
que o mesmo estabelece com o outro. Isso revela que a aprendizagem não acontece
no distanciamento entre escola e sociedade, ou entre professor e aluno, ela
ocorre na cumplicidade desses ambientes afinal Tardif (2002, p. 33) descreve que
[...] saber não é uma substância ou um
conteúdo fechado em si mesmo; ele se manifesta através de relações complexas
entre o professor e seu aluno. Por conseguinte, é preciso inscrever no próprio
cerne do saber dos professores a relação com o outro, e, principalmente, com
esse outro coletivo representado por uma turma de alunos.
O que se entende
com o pensamento em apreço é que não se
pode construir uma fazer pedagógico baseado em perspectivas monologuistas. A
relação professor e aluno deve voltar-se para fins democráticos, em que os
saberes sejam abertos, flexíveis e significativos. Dessa forma, a escola passa
a ser um espaço onde a alegria de aprender se funde com a construção de um
olhar crítico e reflexivo capaz de formar pessoas conscientes, participativas e
solidárias.
Nesse
aspecto, educadores e educandos devem estabelecendo uma relação que pode trazer
consequências positivas para o desenvolvimento do aprendizado. Portanto, isso é
fundamental para que educandos e
educadores busquem compreender o quanto os mesmos se desenvolvem como sujeitos
críticos e reflexivos a partir da elaboração dos vínculos, pois segundo Cássia
(2004, p. 2)
a
relação [...] estabelecida entre professores e alunos constitui o cerne do
processo pedagógico. É impossível desvincular a realidade escolar da realidade
de mundo vivenciada pelos discentes, uma vez que essa relação é uma “rua de mão
dupla”, pois ambos (professores e alunos) podem ensinar e aprender através de
suas experiências.
Com a ideia mencionada,
pode-se compreender que o professor jamais deve colocar-se como único
construtor da aprendizagem. Ele deve sempre levar em conta as experiências
extra-escolares dos educandos, interagindo com os mesmos em um ambiente de
respeito mútuo e compreensão capaz mediar, de forma significativa, a
aprendizagem. Por isso Cassia (1996, p. 21) afirma o quanto é importante a
“existência da confiança, empatia e respeito entre docentes e discentes para
que melhor se desenvolva [...] a reflexão, a aprendizagem e a pesquisa
autônoma”.
Por isso faz-se
necessário ao psicopedagogo o aprimoramento no do seu olhar clinico , que
possibilitará a renovação de sua práxis, pois diante de tantos problemas
vivenciados especificamente nas escolas este profissional não deve ter um visão desfocada capaz de conduzir seu
fazer para fins deletáveis
quarta-feira, 14 de março de 2012
A AUSÊNCIA DE NEGAÇÃO
DA VIDA NO CRISTIANISMO
Tendo
em vista o pensamento do filósofo Nietzsche no livro “Os Pensadores”, no
capítulo “Para a genealogia da moral”
(1887), o qual consiste em uma forte crítica a vida ascética como forma de
negar a vida terrena em prol de uma outra transcendental, o presente artigo
procura explicitar aspectos pertinentes oriundos do Cristianismo, visto que a
crítica do filósofo mencionado se refere aos seus seguidores diferenciando a
referida religião da forma como é pregada por muitos de seus adeptos e através de citações bíblicas, seu livro
fundamental procura mostrar que o Cristianismo não nega a vida, porém
interpretado erroneamente por alguns filósofos, pode ser fonte de negação vital
do homem.
A AFIRMAÇÃO DA VIDA
HUMANA NA VISÃO DE NIETZSCHE
Pela compreensão do
texto de Nietzsche (Para a Genealogia da Moral do livro Os pensadores 1887) é
possível extrair que a vida humana afirmada consiste na realização da vontade do
indivíduo de ser livre, de “dizer sim a si próprio e ser feliz” Nietzsche(1887,
p. 301). Ainda segundo esse filósofo, aqueles que se encontram nessas
circunstancia são chamados de bem nascidos.
“Os bem-nascidos”
sentiam-se como felizes, pois esses possuem “moral nobre”, Nietzsche (1887, p.
2) no sentido de serem senhores de si mesmos, de não reprimir suas reações como
fazem os “escravos”... os quais está vedado a reação propriamente dita, o ato e
que somente por uma vingança imaginária ficam quites.
Em
Para a Genealogia Moral o filósofo mencionado neste texto explicita que a vida
ascética, ou seja, devota a algum deus é uma negação da vida humana. Nesse
ponto a vida cristã também é criticada, por se tratar de uma devoção a Jesus.
Segunda Nietzsche a vida é considerada pelos “crentes” apenas uma passagem para
uma existência pós- morte, e por isso “sacrifícios” dos desejos naturais devem
ser exercidos, o que, para ele consiste em uma autocontradição, ou seja, uma
oposição do próprio homem aos desejos naturais a fim de tornar-se digno do
paraíso, conforme a frase:” Pois uma vida ascética é uma autocontradição”
Nietzsche (1887, p. 134).
O CRISTIANISMO
O
Cristianismo, cujo livro fundamentador é a bíblia, prega a existência de uma vida
após a morte, bem como a defesa de algumas atitudes sem as quais o homem
estaria ofendendo a Deus e perdendo o direito de entrar no paraíso. Algumas
dessas atitudes são: evitar a prostituição, roubo, mentira, inveja; amar a Deus
sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
A
pesar da preponderante preocupação com a existência da vida a pós a morte, bem
como com a prática de algumas ações já citadas anteriormente, a fim de
assegurar a entrada no paraíso, a presente religião não descarta as necessidades
e vontades humanas e até mesmo permite e incentiva a satisfação das mesmas
conforme está escrito no seguinte trecho bíblico:

E quanto ao homem, a quem Deus
deu riquezas e fazenda e lhe deu poder para delas comer, e tornar a sua porção,
e gozar do seu trabalho, isso é dom de Deus. Não é pois bom para o homem que
coma e beba e que a sua alma do bem do seu trabalho? Isso também eu vi vem da mão de Deus Goza a vida com a mulher que
amas, todos os dias de tua vida da tua vaidade. Provérbios de Salomão (195,
p.196-704)
Sendo
a Bíblia dividida em Antigo e Novo testamento, poder-se-ia dizer que o autor
mencionado anteriormente (Salomão), cujo livro encontra-se no antigo
testamento, nada tem a ver com a era de Cristo. Porém, em momento algum Cristo opõe-se às ideias
escritas em provérbios e, muito pelo contrário, sempre que se refere aos
escritos bíblicos anteriores a sua vinda a terra, confirma-os, conforme citados
a baixo:
Não cuideis que vim destruir a
Lei e os profetas; não ab-rogar, mas cumprir. Qualquer pois que violar um
destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no
reino dos céus Mateus (Cp. 5, V. 17, p. 977) .
O
AMOR CRISTÃO COMO AFIRMAÇÃO DA VIDA
Por
isso quem amam ao próximo e a si mesmo procura fazer seus semelhantes felizes e
também ser feliz, isso não é negação da vida de outrem e da sua própria, mas da
existência de ambos. Por isso a preocupação de Jesus em João
10, 10
era:
Essas mensagens
deixadas na Bíblia mostram a preocupação com o aproveitamento da existência
humana, inclusive com a ausência de inquietações excessivas e estressantes com
roupa e comida, ressaltando a relevância da vida e do corpo em detrimento do
sustento e das vestes, respectivamente, o que significa deixar de lutar por
essas necessidades, mas evitar ansiedades prejudiciais à saúde.
A PSICOLOGIA E A BÍBLIA
É
de comum acordo entre as diversas abordagens psicológicas que quando o
indivíduo mascara grande parte de conteúdos conflituosos em seu interior é
provável que um intenso desconforto estabeleça-se dentro dele.
Nisso
o Cristianismo entra em pleno acordo com a psicologia, visto que está escrito
na Bíblia: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João c 8 v. 32).
Essa “liberdade” adquirida com a exposição da realidade pelo sujeito reafirma a
defesa do bem-estar psicológico humano, feita pela religião em apreço.
Retomando
o segundo tópico do presente texto, onde é relatado o pensamento de Nietzsche
sobre o ponto de vista de alguns cristãos em relação à vida, é possível afirmar
que, se os mesmos, ao considerar a existência como uma passagem para o
além-túmulo, condenam a livre expressão da vida com todos os seus direitos, os
quais foram mencionados no tópico 3.1, os mesmos cristãos estão bastante incoerentes
em relação a doutrina do Cristianismo já referida neste artigo.
Embora
a vida terrena seja sim, considerada uma passagem para a eternidade pelo
Cristianismo, ainda assim o direito do homem satisfaz seus anseios naturais é
respeitado e até incentivado, desde que isso não implique em ofensa ao próximo
e desobediência aos princípios verdadeiramente cristãos citados no tópico 3.
Portanto, o que está sendo dito é, em resumo um equivoco, pois a negação da
vida não está no Cristianismo, e sim na interpretação do mesmo por parte de
muitos.
Kézia Stéfani
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
EDUCAÇÃO DE FILHOS E A PREVENÇÃO DE
PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO
Por que há dúvidas quanto à educação de filhos? De acordo com Oliveira,
Neves, Silva e Robert (2002) existem muitas dúvidas quanto a esse assunto
devido a uma crise iniciada na década de 70, quando o modelo repressor de
educação dos filhos foi bastante criticado e começou a dar lugar à era da
permissividade. Diante desse fato, a
falta de limites passou a ser comum nas famílias, o que gerou uma verdadeira
confusão na vida de muitos pais.
Ainda
de acordo com os autores acima, esse novo movimento trouxe prejuízos que vão
desde a dificuldade de gerenciar o comportamento das crianças em sala de aula
até a delinqüência juvenil.
Diante
isso, é notória a exigência de um equilíbrio entre os dois modelos (repressor e
permissivo) a fim de que a sociedade possa se desenvolver de forma saudável. Face a essas considerações,
surge a indagação: como educar os filhos? Primeiro passo: Conhecer como o
comportamento humano, segundo, desenvolver habilidades para incentivar os
comportamentos adequados e extinguir os inadequados.
O QUE INFLUENCIA O
COMPORTAMENTO DE SEU FILHO?
O ambiente interfere significativamente na forma como as pessoas
se comportam. No contexto em questão, ele não é apenas o local onde vivemos,
com plantações, água, etc., mas, conforme Oliveira, Neves, Silva e Robert
(2002) ambiente é qualquer evento no universo capaz de afetar o indivíduo. Ou
seja, o próprio corpo, a família, a comunidade, o lugar em que se vive, o
trabalho, etc.
Esse conhecimento é fundamental para compreensão
de como o comportamento funciona. Muitas vezes nos deparamos com pessoas mal
humoradas e dizemos: “Ah, fulano está assim porque não tomou café hoje”. Ou
podemos dizer: “Você não viveu metade do sofrimento que eu já passei e só vive
reclamando!”
Nessas frases temos
exemplos de ambientes: o comentário a respeito da pessoa que não se alimentou a
ausência do café, a nossa experiência vivida. Tudo isso de alguma forma pode
alterar a maneira de sentir, pensar, agir, falar, ou seja, altera o
comportamento.
TIPOS DE COMPORTAMENTO HUMANO
Respondente: reação imediata e involuntária a um estímulo do
ambiente, segundo Oliveira, Neves, Silva e Robert (2002); Exemplo: espirro após
aspirar um pouco de poeira. Operante: conforme Oliveira, Neves, Silva e Robert
(2002), é a atuação de uma pessoa sobre o meio, modificando-o.
É voluntário. É adquirido e mantido por meio da conseqüência que
produz. Exemplo: Leitura de um livro. Só
poderemos ler se tivermos adquirido habilidade para isso anteriormente. Para
que continuemos a ler é necessário que essa atitude nos traga benefícios que
atendam à nossa necessidade no momento.
Esses benefícios podem ser elogios, compreensão do rótulo de
produtos em um supermercado durante uma compra, etc. Ou seja, essas
conseqüências podem aumentar a probabilidade de que uma pessoa volte a ler. Diante
dessas descrições é possível compreender que as circunstâncias que ocorrem
antes e depois de um comportamento podem alterá-lo de maneira significativa, o
que exige bastante cuidado quanto às atitudes que tomamos frente aos mesmos.
MÉTODOS CORRETIVOS DE UM
COMPORTAMENTO
Segundo Oliveira, Neves, Silva e Robert (2002). Punição é
Procedimento no qual uma conseqüência ruim é apresentada após determinado
comportamento, fazendo com que este desapareça ou diminua de freqüência. Ela
pode ocorrer de duas formas. Após o comportamento desagradável, acrescenta-se,
imediatamente, algo ruim. Exemplo: após um mau comportamento a criança recebe
uma “surra”.
Após o comportamento desagradável, retira-se,
imediatamente, algo de bom para a pessoa. Exemplo: Um adulto retira um
brinquedo da criança após um comportamento desagradável dela. O uso da punição pode
parecer bastante útil, mas há muitas razões que sugerem que esta seja utilizada
com cautela e, se possível, evitada:
Geralmente só funciona na presença do punidor. Deve ser aplicada
imediatamente após a atitude indesejada. Seu uso muito freqüente e
indeterminado pode anular o seu efeito. Por ter efeito imediato (o
comportamento indesejado é instantaneamente paralisado), aumenta a chance de o
punidor continuar punindo cada vez mais a criança;
Funciona como modelo de agressão às pessoas. Se ela for suave, o
comportamento tende a reaparecer de forma mais rápida. Produz efeitos
emocionais indesejáveis – raiva, medo, isolamento. Pode comprometer
comportamentos reflexos como: suor frio, palidez, batimentos cardíacos
acelerados;
Pode eliminar outros comportamentos que estejam ocorrendo
paralelamente ao que está sendo punido. Exemplo: A criança que enquanto brinca
com os colegas sempre acaba brigando e recebendo reclamações de adultos pode
não só parar de brigar, mas parar de brincar com as outras crianças também.
Pode haver afastamento da criança em relação ao punidor. A punição
sozinha não garante que o comportamento adequado apareça. Para que isso ocorra,
enquanto se pune um comportamento é necessário reforçar (incentivar) outro
comportamento em seu lugar. No entanto, se os pais ainda optarem por utilizar
esse método, devem considerar algumas situações, como quando:
a) o comportamento é muito freqüente, em caso afirmativo
dificilmente esse método será eficaz
b) existe perigo para a própria
criança ou para outras pessoas. Verifique a possibilidade de introduzir esta
criança em um ambiente seguro.
c) Eles já tentaram todos os outros procedimentos. Caso seja
realmente necessário o uso da punição, é preferível se utilizar da punição tipo
II, que traz menos efeitos colaterais que a tipo I. É importante lembrar que
existem outros métodos para estabelecer limites aos filhos, conforme pode ser
visto adiante.
ALTERNATIVAS QUANDO O FILHO SE COMPORTA MAL
Incentivar comportamentos diferentes
daquele que se quer eliminar. Exemplo: se seu filho quer brincar num local que
não é adequado, diga que ele não vai pelo motivo que você considera importante,
mas se comprometa a brincar com ele. Modificar o ambiente do seu filho. Verifique
o que pode estar causando o mau comportamento e procure remover-lo. Retirar a criança da situação agradável
– atentar para o que mais ela sentirá falta. Exemplo: Se a criança está
impedindo que outras crianças se divirtam, retire-a do local de diversão e
leve-a para onde não tenha acesso a brincadeiras. Deixar de recompensar o
comportamento inadequado. Exemplo: se a criança está dando língua, ignore, e
passe a elogiar outra pessoa que esteja fazendo algo agradável no momento.
EXTINÇÃO DE COMPORTAMENTOS
INDESEJÁVEIS
Consiste em ignorar comportamentos que se deseja eliminar Exige
que os pais observem o que acontece antes e depois do comportamento para
identificação das condições que favorecem o aparecimento do mesmo;
Exige paciência dos pais, pois, inicialmente, quando um
comportamento antes muito reforçado passa a ser ignorado, este aumenta e varia
sua forma. Somente depois da ausência prolongada de reforço (incentivo- tudo o
que aumenta a chance do comportamento voltar a ocorrer), a atitude desprezada
passa a diminuir gradativamente até desaparecer.
Lembre-se que nem toda atitude ruim da criança
pode ser ignorada. Por exemplo, em caso de roubo não se concebe a atitude de um
pai que permanece inerte como se nada estivesse acontecendo. É necessário dizer
ao filho que a atitude está errada, orientar e ordenar que o objeto roubado
deve ser devolvido e certificar-se de que seus comandos foram cumpridos.
ORIENTAÇÕES FUNDAMENTAIS
Elogie seu filho, abrace-o, beije-o, imediatamente, quando se comportar
de forma adequada, seja um bom exemplo, aceite todos os sentimentos de seu
filho comunique-se com seu filho de maneira positiva. Exemplo: “Eu posso
imaginar como você está se sentindo”. Promova a auto-estima dele. Elogie as
qualidades dele, dê a ele e a si mesmo o direito de errar. Orientação Bíblica. “Ensina
a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho não se
desviará dele”. Pv 22.
ESTRATÉGIAS PARA ATRAIR A
CRIANÇA E O ADOLESCENTE A JESUS
Desde a mais tenra idade apresente-lhe os conteúdos bíblicos de
forma ilustrada, envolvente, ao nível de conhecimento dele (EBD e outros). Ouça
com atenção suas manifestações a respeito da bíblia e regras da Igreja. Seja
exemplo do que você quer seu filho aprenda.
Identifique e remova fontes de desmotivação quanto aos trabalhos
da Igreja. Procure conversar com os líderes de crianças e adolescentes para
verificar o que pode ser feito para tornar as atividades da igreja mais
atrativas, facilite a associação entre habilidades de seu filho e atividades da
Igreja. Arrisque-se a mudar, pois não existe vida sem erros, pois viver é ser
imperfeito, é tirar os ensinamentos trazidos através das quedas, é levantar-se
e continuar caminhando.
Kézia
Stéfani
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, J. F. Bíblia Sagrada: A Bíblia da Mulher. Ed 2ª,
São Paulo. Mundo Cristão e Sociedade Bíblica do Brasil, 2003.
OLIVEIRA, S. C. [et al.]. Compreendendo
seu Filho: Uma análise do comportamento da criança. Belém (PA). Paka-Tatu,(2002).
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