DIFICULDADES NO PROCESSO INTERATIVO: UM SINTOMA FREQUENTE
Mas para que haja uma resposta consistente que nos leve a visualizar melhor a essa realidade é fundamental
refinar o olhar psicopedagógico, buscando entender que o educando é um sujeito
ativo capaz de escrever sua própria
história um ser integral, ou seja, afetivo, cognitivo e psicomotor.
Por isso é importante ressaltar que a aprendizagem não se restringe
somente ao espaço escolar. Tudo que aluno internaliza, seja dentro ou fora da
escola deve ser levado em conta, pois toda a construção do sujeito que aprende
é resultado, principalmente dos vínculos estabelecidos em seu contexto
extraescolar.
Logo, o professor deve perceber
que as potencialidades do educando se constroem inicialmente através do contato
que o mesmo estabelece com o outro. Isso revela que a aprendizagem não acontece
no distanciamento entre escola e sociedade, ou entre professor e aluno, ela
ocorre na cumplicidade desses ambientes afinal Tardif (2002, p. 33) descreve que
[...] saber não é uma substância ou um
conteúdo fechado em si mesmo; ele se manifesta através de relações complexas
entre o professor e seu aluno. Por conseguinte, é preciso inscrever no próprio
cerne do saber dos professores a relação com o outro, e, principalmente, com
esse outro coletivo representado por uma turma de alunos.
O que se entende
com o pensamento em apreço é que não se
pode construir uma fazer pedagógico baseado em perspectivas monologuistas. A
relação professor e aluno deve voltar-se para fins democráticos, em que os
saberes sejam abertos, flexíveis e significativos. Dessa forma, a escola passa
a ser um espaço onde a alegria de aprender se funde com a construção de um
olhar crítico e reflexivo capaz de formar pessoas conscientes, participativas e
solidárias.
Nesse
aspecto, educadores e educandos devem estabelecendo uma relação que pode trazer
consequências positivas para o desenvolvimento do aprendizado. Portanto, isso é
fundamental para que educandos e
educadores busquem compreender o quanto os mesmos se desenvolvem como sujeitos
críticos e reflexivos a partir da elaboração dos vínculos, pois segundo Cássia
(2004, p. 2)
a
relação [...] estabelecida entre professores e alunos constitui o cerne do
processo pedagógico. É impossível desvincular a realidade escolar da realidade
de mundo vivenciada pelos discentes, uma vez que essa relação é uma “rua de mão
dupla”, pois ambos (professores e alunos) podem ensinar e aprender através de
suas experiências.
Com a ideia mencionada,
pode-se compreender que o professor jamais deve colocar-se como único
construtor da aprendizagem. Ele deve sempre levar em conta as experiências
extra-escolares dos educandos, interagindo com os mesmos em um ambiente de
respeito mútuo e compreensão capaz mediar, de forma significativa, a
aprendizagem. Por isso Cassia (1996, p. 21) afirma o quanto é importante a
“existência da confiança, empatia e respeito entre docentes e discentes para
que melhor se desenvolva [...] a reflexão, a aprendizagem e a pesquisa
autônoma”.
Por isso faz-se
necessário ao psicopedagogo o aprimoramento no do seu olhar clinico , que
possibilitará a renovação de sua práxis, pois diante de tantos problemas
vivenciados especificamente nas escolas este profissional não deve ter um visão desfocada capaz de conduzir seu
fazer para fins deletáveis
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