quarta-feira, 21 de novembro de 2012

DIFICULDADES NO PROCESSO INTERATIVO: UM SINTOMA FREQUENTE


DIFICULDADES NO PROCESSO INTERATIVO: UM SINTOMA FREQUENTE

Desde Wallon até a atualidade os problemas referentes ao processo interativo circundaram o ambiente escolar, deixando marcas profundas em professores e alunos. Diante disso vários especialistas, como psicólogos e principalmente psicopedagogos vem buscando dismistificar através de técnicas diversas, as adversidades que perpassam pelo complexo mundo da aprendizagem.
Mas para que haja uma resposta consistente que nos leve a visualizar melhor a essa realidade  é fundamental refinar o olhar psicopedagógico, buscando entender que o educando é um sujeito ativo capaz de  escrever sua própria história um ser integral, ou seja, afetivo, cognitivo e psicomotor.
Por isso é importante ressaltar que a aprendizagem não se restringe somente ao espaço escolar. Tudo que aluno internaliza, seja dentro ou fora da escola deve ser levado em conta, pois toda a construção do sujeito que aprende é resultado, principalmente dos vínculos estabelecidos em seu contexto extraescolar.
Logo, o professor deve perceber que as potencialidades do educando se constroem inicialmente através do contato que o mesmo estabelece com o outro. Isso revela que a aprendizagem não acontece no distanciamento entre escola e sociedade, ou entre professor e aluno, ela ocorre na cumplicidade desses ambientes afinal Tardif (2002, p. 33) descreve que

[...] saber não é uma substância ou um conteúdo fechado em si mesmo; ele se manifesta através de relações complexas entre o professor e seu aluno. Por conseguinte, é preciso inscrever no próprio cerne do saber dos professores a relação com o outro, e, principalmente, com esse outro coletivo representado por uma turma de alunos.

O que se entende com o pensamento em apreço é  que não se pode construir uma fazer pedagógico baseado em perspectivas monologuistas. A relação professor e aluno deve voltar-se para fins democráticos, em que os saberes sejam abertos, flexíveis e significativos. Dessa forma, a escola passa a ser um espaço onde a alegria de aprender se funde com a construção de um olhar crítico e reflexivo capaz de formar pessoas conscientes, participativas e solidárias.
Nesse aspecto, educadores e educandos devem estabelecendo uma relação que pode trazer consequências positivas para o desenvolvimento do aprendizado. Portanto, isso é fundamental para que  educandos e educadores busquem compreender o quanto os mesmos se desenvolvem como sujeitos críticos e reflexivos a partir da elaboração dos vínculos, pois segundo Cássia (2004, p. 2) 

a relação [...] estabelecida entre professores e alunos constitui o cerne do processo pedagógico. É impossível desvincular a realidade escolar da realidade de mundo vivenciada pelos discentes, uma vez que essa relação é uma “rua de mão dupla”, pois ambos (professores e alunos) podem ensinar e aprender através de suas experiências.

Com a ideia mencionada, pode-se compreender que o professor jamais deve colocar-se como único construtor da aprendizagem. Ele deve sempre levar em conta as experiências extra-escolares dos educandos, interagindo com os mesmos em um ambiente de respeito mútuo e compreensão capaz mediar, de forma significativa, a aprendizagem. Por isso Cassia (1996, p. 21) afirma o quanto é importante a “existência da confiança, empatia e respeito entre docentes e discentes para que melhor se desenvolva [...] a reflexão, a aprendizagem e a pesquisa autônoma”.
Por isso faz-se necessário ao psicopedagogo o aprimoramento no do seu olhar clinico , que possibilitará a renovação de sua práxis, pois diante de tantos problemas vivenciados especificamente nas escolas este profissional não deve  ter um visão desfocada capaz de conduzir seu fazer  para fins deletáveis

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